quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Efeito morfina
E se eu quiser desistir? abrir a palma da mão e simplesmente soltar... Fechar os olhos e deixar rolar... ou zoombiar por ai com eles abertos. Mas sem ninguém parar para me perguntar, ou me mandar olhar, que se não vou tropeçar. Desligar o telefone da tomada, jogar o celular da janela. levar comigo quem estiver no coração. esquecer todo o lixo acumulado, todo. simplesmente deixar ir... sem culpa, sem dor ou arrependimentos. ir e congelar o tempo, mesmo incongelável. Deitar e olhar pro céu. pro Sol. pra Lua. pras nuvens. pras estrelas. RESPIRAR. ouvir o vento. sentir a grama. ou a cama. ou qualquer lugar de paz. Aquele som de mar ao fundo, um calorzinho de 10 da manhã. um dia sem amanhã. ou com todos os amanhãs de bem. onde nada mais interesse. nada de preocupação. um papel escolar sequer. um problema sequer. Só o meu eu e a tranquilidade infindável. lágrimas só de alegria. palavras apenas as carregadas de doçura. e que me acompanhe quem quiser felicidade e a trouxer dentro de si. Que dancemos, cantemos, corramos, sem cogitar reprimir os impulsos. Um lugar onde a música não se canse de soar, e os ouvidos de ouvir. Um travesseiro branco ou cor-de-rosa, com perfume de baunilha. Ou simplesmente que me conforte ao descansar. Claridade solar. Claridade ao luar. Nada de lâmpadas. Uma fogueira pra auxiliar. Algum cantinho... Em que 'bem material' seja apenas meio de expressar um pedacinho de alma pedindo para se mostrar ao mundo. E nada mais. Que haja desapego. até de algumas letras maiúsculas. aliás, porque uma letra deveria ser maior que outra? são todas letras afinal. e enfim, que fim não haja. ou pelo menos não em meus sonhos.
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