Só não sei. Não sei mais nada. Não sei se falo, se calo, se grito, se explico. Não sei se me desculpo, mas me desculpar por ser eu? Abraço, ou choro, enlouqueço ou o quê? Dentro de mim tem uma explosão. Que me faz querer também explodir. Não sei o que pensar. Não sei se devo pensar. Ou agir. Ou me mumificar. Virar pó. Não gosto de ser assim. Não gosto dessa sensação tão confusa. Não sei qual o limite de mim mesma, mas nem sei se quero saber. Pensei até em morrer. Não sei como chamar isso. Não sei não sei não sei . Só consigo me desmanchar. Mais lágrimas. Outra vez. Até quando tudo vai me atingir tanto assim? Não sei a quem culpar. Sequer sei se há culpa. Eu já não conheço mais nada. Mais ninguém. Dizem que o tempo nos tornam mais sábios. Mas a cada dia que passa tenho menos certeza de tudo. De todos. Do mundo. De mim. Por favor, eu não sei mais o que fazer. Alguém me resolva. Alguém me absolva. Eu já não dou conta. De ser eu. De me aguentar na minha cabeça e nessa imperfeição. Não consigo chegar a lugar nenhum. Quero aceitar quem eu sou. Se é que sou. É possível mesmo existir? Essa dor assim? Esse furacão, maremoto, tornado. Não sei mais o que quero ou o que não quero. Talvez sanidade não seja um adjetivo aplicável a mim. De onde eu tiro forças? Pra onde eu vou? O que eu faço? O que eu sou? Piegas, ridícula, humana (no sentido pejorativo da palavra), errante, tola, nada?
Pelo amor de Deus, Jesus, Buda, Ganesha, qualquer entidade possível, se vocês existem, me deem um pouquinho de paz? Me mostrem um caminho. Me tirem disso que eu já nem sei mais nomear. Ou nunca soube. Acabem com essa crise, que toda vez que penso estar longe, volta com ainda mais força.
De verdade, eu imploro por um pouco de luz.
Um comentário:
Ah, essa inconsistência, esse medo, essa falta de certeza de tudo que nos transforma em reféns de nós mesmo. Sei bem como se sente porque passei e ainda passo muitas vezes, é angustiante e parece que a únia solução é deixar o tempo passar enquanto a crise existêncial passa.
Adorei aqui flor, muito lindo e líriico seu blog, como nos velhos tempos.
Beijos.
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