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segunda-feira, 30 de abril de 2012

É tudo uma bela confusão.


Até o teclado já não exprime com firmeza as suas letras.

As unhas não mais feitas,
curtas e descascadas.
Ela se esquece de colocar os brincos,
usa apenas um anelzinho de coco.
Já não faz diferença a cor do lápis,
ou se as palavras serão legíveis.

Os sonhos se misturam e já não se sabe o que é real.

Um pesadelo, ela vive.
Sobrevive.

De nada sabe,
ou sabe demais,
não consegue saber.

Sente dor.
Pelo rosto caem mais lágrimas quentes.
Ela só quer ser feliz.
Sente tudo.
Mas não consegue entender.
Ela implora por um pouco de paz.

Ela não é perfeita. Queria ser.
Ela não sabe como agir.
Por isso tropeça, cai, se rala, se arranha.
Se deixa machucar. E ainda se culpa.
Ela se sente um poço - sem fundo.

Não sabe a quem recorrer,
não sabe em que acreditar.
Já se cansa de procurar.
O espelho para ela é bipolar.

Os louros cabelos tentam trazê-la de volta, mas ela se perdeu no mundo.

Na igualdade dos dias,
na desilusão com as pessoas,
no aprendizado imposto,
na injustiça do mundo,
ela se perdeu.
E agora não consegue se encontrar.

Quer viver intensamente,
quer amar eternamente,
quer tudo,
quer o que quer,
quer ser dona de si e do mundo.

Ela não para de sonhar.
E é dos sonhos que quer viver.

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