Já é tarde, já é tarde. Tanto tempo se passou... Ou os dias caóticos me desencontraram da sincronia dos dias? Me atropelam, os segundos, horas, anos, os números, os fatos. Um tornado que em nada me torna e não cansa de retornar e retomar sua rota. Onde vou? Aonde quero ir? Ao menos chegarei?
Nem os músculos ou os pensamentos, a ansiedade não me permite relaxar. Respiro em ritmo frenético, e, ao meu corpo, já se tornou hábito. Mania de olhar para o relógio, de cronometrar o incontável - a vida. Olhar para baixo não faz pensar mais rápido ou melhor, e, disso, eu já deveria saber. Me pergunto, questiono, discordo, concordo, aceito ou não, mas concluo nada-com-nada.
É essa exacerbação de sentimentos que me confunde e consome.
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