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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Quem é mais sentimental que eu?


Gosto mesmo de ser solitária. Me entrego a poucos e aos poucos. São raros os que têm aval para se deparar com a minha essência. Mas quando o faço é de maneira tão intensa, que, como diz o autor, se eterniza. Mesmo que em frações de segundo. Quando me doo é  por inteiro, com todo o meu amor. E nada no universo, o vácuo, um buraco negro, o fim do mundo tem a capacidade de desfazer. Quando me entreguei, foi sem perceber e dei por mim num desses estalos de lucidez que me acometem vez ou outra. Quando inevitavelmente caí nessa ponte de conexão, descobri o provedor de tudo, até de mim. O que há de mais profundo, entre duas almas em diferentes corpos. A tendência que quer incessantemente fundi-las em um só. Isso é amor. O amor do fogo e da brandura. O amor na sua forma mais magnífica. Aquele que une e mais nada separa. Não é amor à prova de balas, ou um conto de fadas. É o que mesmo entre tanto caos, consegue ser firmeza. Que mesmo longe, não se apaga. Que até abala, mas não desmorona. Aquele que fica na memória e no coração, aonde quer que se vá. É aquele que se guarda. Mesmo quando precisa partir.

2 comentários:

Gugu Keller disse...

Maravilhosa é a espontaneidade, razão por que o despercebido freqüentemente torna-se muito mais gratificante.
GK

Priscilla Panizzon disse...

Oi N.!
Lindo o texto, adorei! Parabéns!
Ahhh, o amor. Sempre ele chacoalhando e colocando nossa vida no lugar. Será que há algo tão bipolar nessa vida quanto o amor?
A última frase fechou com chave de ouro, me fez suspirar.
Continuemos a escrever, a viver e a amar! :)
Beijos,
Pri