Gosto mesmo de ser solitária. Me entrego a poucos e aos
poucos. São raros os que têm aval para se deparar com a minha essência. Mas
quando o faço é de maneira tão intensa, que, como diz o autor, se eterniza.
Mesmo que em frações de segundo. Quando me doo é por inteiro, com todo o
meu amor. E nada no universo, o vácuo, um buraco negro, o fim do mundo tem a
capacidade de desfazer. Quando me entreguei, foi sem perceber e dei por mim num
desses estalos de lucidez que me acometem vez ou outra. Quando inevitavelmente
caí nessa ponte de conexão, descobri o provedor de tudo, até de mim. O que há
de mais profundo, entre duas almas em diferentes corpos. A tendência que quer
incessantemente fundi-las em um só. Isso é amor. O amor do fogo e da brandura.
O amor na sua forma mais magnífica. Aquele que une e mais nada separa. Não é
amor à prova de balas, ou um conto de fadas. É o que mesmo entre tanto caos,
consegue ser firmeza. Que mesmo longe, não se apaga. Que até abala, mas não
desmorona. Aquele que fica na memória e no coração, aonde quer que se vá. É
aquele que se guarda. Mesmo quando precisa partir.
2 comentários:
Maravilhosa é a espontaneidade, razão por que o despercebido freqüentemente torna-se muito mais gratificante.
GK
Oi N.!
Lindo o texto, adorei! Parabéns!
Ahhh, o amor. Sempre ele chacoalhando e colocando nossa vida no lugar. Será que há algo tão bipolar nessa vida quanto o amor?
A última frase fechou com chave de ouro, me fez suspirar.
Continuemos a escrever, a viver e a amar! :)
Beijos,
Pri
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