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sábado, 1 de junho de 2013

Por mais que eu.

E o que eu vou fazer perante a tal insistencia em permanecer que você me impõe todos os dias? O que posso, ao menos - em vã esperança - tentar, que eu já não tenha feito? Parece um paradoxo insolucionável, se a milhares de quilometros que nos separam, centenas de dias, incontáveis piadas do destino, mais algumas palavras atravessadas na garganta, você continua aqui. Você continua, por mais força que eu faça, por mais que eu saiba que é insensato confiar em probabilidades ínfimas. Por mais que eu odeie admtir, por mais que eu toque outros lábios e corações, por mais que não faça sentido algum. Por mais que o ar já esteja viciado e eu comece a sufocar. Meu eu transborda você. E eu não consigo fazê-lo diferente. Por mais que às vezes eu queira - mas quase sempre não. Por mais que eu saiba, toda a insanidade, falta de juízo - e de palmadas por parte da minha mãe - que tudo tem tudo para dar errado. Mas, porque é tudo, menos um milésimo, eu acredito. Novamente e todas as vezes. Por mais que eu saiba que essa maneira esdrúxula de amar ainda vai me fazer perder o pouco de razão que restou. Por mais que tudo conspire contra. Por mais que esse peito dilacerado pulse arritmado. Por mais que o calor, o aroma, ou os seus sentimentos tenham se dissipado em ares distantes - ou mesmo próximos, mas, para mim tão rarefeitos que eu já não consigo respirar. Por mais que eu nunca tenha planejado ou pedido a Deus por nada disso, mas caiu para mim, de paraquedas - e quem se machucou fui eu. Por mais que eu não saiba se são flores ou dinamites. Por mais que os pormenores sejam infindáveis - e os pormaiores também. Por mais que o CD arranhe na faixa que não sai do repeat, por mais que eu me arranhe por continuar a ouvir - a musica e o coração. E ainda assim você não se vai de mim...

Um comentário:

Gugu Keller disse...

O ser amado é sempre saudosamente onipresente.
GK