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quarta-feira, 31 de julho de 2013

O plano da Balbúrdia.

Estou farta do seu fantasma.
Mas a confusão ainda é muita.
Hector,
o seu plasma misturou no meu
- sanguineo.
Dói demais
E eu não produzo morfina
Ferida, casca fina e só.
E meu coração enfeiou-se
Ou enfiou sua beleza onde não alcanço.
Alço voos
e caio
Logo ha mais o que se curar.
De procurar não me canso
o ar
- e me cansei até demais.
Casei assim que te vi
- bem?
Acho que não.
Agora o juiz não quer separar
Com quem ficará a guarda da Esperança?
A mágoa, comigo.
Também a dor.
Seu guarda,
meu amigo o seja
Veja minha peleja
Devolve ao Hector o plasma.
E o anel que nunca me deu.
E diga que eu estou pasma
Com tanto desamor


2 comentários:

Gugu Keller disse...

Se dois eram um, cada um agora é meio.
GK

Isabela Xavier disse...

Que lindo! Gostei muito!
Adorei isso aqui "Agora o juiz não quer separar
Com quem ficará a guarda da Esperança?"

Adorei também essa manipulação de palavras.
Eu também adoro manipular palavras parecidas ou a mesma palavra com significados diferentes, conforme mudo o contexto.

Beijo!