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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Amor é amor.

Não te amo mais, sinto dizer.
Sinto mil coisas que não sei nomear, mas não posso chamar de amor.
Me dá saudade das coisas boas que eu vivi, me dá saudade das lembranças. Mas a saudade não é de você.
Não do você que você é agora. Não do você que você quis se tornar, para você mesmo, para mim e para os outros.
É, dessa vez não tem poesia. Não tem uma lágrima sequer.
Tem uma indigestão, uma azia. Tem um grito guardado nos pulmões, doido para sair. Não sei se de alívio, de libertação, ou de qualquer outra coisa, que, novamente, eu não sei dizer o que é.
Tem uma espécie de dor, uma coisa mal resolvida, uma raiva que não sei se de você ou de mim mesma. Tem uma coisa pesada, pela qual eu estou, literalmente, me obrigando a passar por cima. Algo que eu vou ter que resolver e me recuso a depender de você, por qualquer motivo que seja.
Mas é um amargor do qual eu já estou farta, o qual já não cabe em minha vida, meu corpo, meus pensamentos ou meu coração. Tornou-se um fardo, tão maior do que aquilo que um dia eu senti, que hoje não me sinto disposta a carregar.
Hoje eu sonho com o dia em que eu possa dizer adeus.
Sendo assim, sinto dizer, mas não te amo mais.

2 comentários:

Gugu Keller disse...

Se ainda há doer, ainda há a respeito o que aprender.
GK

Isabela Xavier disse...

Foda esse texto, mais um com que me identifiquei. É um misto de alívio com o peso de um elo que ainda não se quebrou. É não querer mais, mas ainda sentir o peso da ligação.

Como já disse, mas quero repetir: adoro a sua escrita!!

Beijão!
Isabela