Meio estranho, depois de tanto tempo bloqueando os pensamentos da sua natureza, ver você, assim, de novo. Ainda que ainda não seja te ver. Ainda me pergunto como andas. Ainda me pergunto como será o inevitável (re?)ver em carne e osso.
Desconheço a dor de outrora, mas alguma emoção vigora. E pulsa, fina, frágil, mas que se faz notar.
Meu vocabulário não sabe nomear - mas quando soube?
A curiosidade me importuna: "Lembras tu de mim?"
Descreio possibilidades de um futuro em par de nós. Sequer decidi-me se almejo alguma...
Mas o que seria essa espécie de impacto que esse teu olhar de menino fez tocar em mim?
Curiosidade? Nostalgia? Resquícios? Quiçá, algo que sequer deixou de existir?
Metamorfoseou-se imensamente, contorceu-se, revirou-se - mas virou o quê?
Não é hora para perguntar.
Não é tempo de responder.
Nem esquecer. Nem reacender.
Sequer buscar fincar os pés em profundas raízes, menos soltá-los às nuvens.
Caminhar na superfície, inalando ares de brandura, paz, solidão e calma.
A resposta, por hora, é alma.

Um comentário:
Como diz a velha canção do Tears For Fears, "memories fade but the scars still linger".
GK
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