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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

De novo não

Oh meu Deus, me ilumina por favor?
Não quero abortar esse amor
Não mais este, logo este que me fez bem
Logo esse alguém
Confuso como ninguém
Mas que para mim soube ser chão

Pegou-me de supetão
Foi o amasso e abraço
Melhores
Maiores
Firmes
E cautelosos
E cuidadosos
Como braço nenhum jamais me acolheu

A segurança que pedi
Desde quando criança
O zelo de quem se importa
De quem não te bate a porta
Na cara
Ou te cega agora
E repara
No quão tola podes ser

Que te leva para cama,
Te deita e derrama
No peito o gozo
Ora a lágrima de um menino que procura onde se deitar

Perdido

No mundo
Em mim
E em si

E achas que ao partir vai se encontrar?
Lhe dou motivo para ficar
Dou a mim
Receba se estiver afim
E acredite que também estou
Aqui
Para ti

Mas se não quiseres,
Faça doce em outro lugar
Pois meu coração não tem saco
Para quem ama sem amar

E tenho para mim
Que quem ama
Escolhe ficar

2 comentários:

Gugu Keller disse...

Quando por amor, há um quê de bom na dor.
GK

Isabela Xavier disse...

Me identifico com muita coisa (tudo, quem sabe) que você escreve!
Adorei esse poema, em especial alguns versos sobre entrega e sobre um coração sem saco para quem ama sem amar. :)

Beijo!