Como é árduo o processo de criação.
De transpassar-se, retorcer-se, perfurar-se, contornar-se e espremer-se.
Cada gotinha do sumo que sai de si, mais suada que o próprio suor.
Como é duro enfrentar-se nesse medo.
Do desconhecido, do lidar com a falta de recursos e de conhecimento específico.
O desespero da exigência, da auto-cobrança, da necessidade de fazer o futuro-mais-que-perfeito.
De destravar o bloqueio e tentar passar por cima dos receios - e, ainda assim, mal conseguir engolí-los.
De controlar os pensamentos massivos e massantes - constantes e que se fazem notar.
Incômodos.
Até que tudo se esvai em procrastinação, ou, no caso, desistência mesmo.
É que, de tanto insistir, a gente pifa.
Um comentário:
Escrever tem farto um quê de parto.
GK
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