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terça-feira, 31 de maio de 2022

Rimas piegas

Desconsertá-la assim
Não é tarefa trivial
Mas a rotina pluvial da cidade que garoa
Fez o bater do bem-querer no peito
Acelerar por alguém 

Fez das borboletas no estômago tal qual aconchego
Mesmo num chamego instigante 
Ali todo instante
Não atropela, não queima, não dói 
Não parece perigo ou tampouco corrói

Encantada ao som do forró
Que tocou a sanfona, a zabumba e nos dois
Que dançavam 
Desatou em rimas piegas
Um tanto barangas e que aqui a entregam

Contundente, Mestrinho cantou
Que o olhar não mente
Mas contempla com mistério e doçura
E a segura, por segundos - infinitos
O momento que se eternizou

Numa conexão que desarma o medo
Seria da alma se sentir assim?
Gostar ali parece simples 
Como inspirar o ar em si

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