Desconsertá-la assim
Não é tarefa trivial
Mas a rotina pluvial da cidade que garoa
Fez o bater do bem-querer no peito
Acelerar por alguém
Fez das borboletas no estômago tal qual aconchego
Mesmo num chamego instigante
Ali todo instante
Não atropela, não queima, não dói
Não parece perigo ou tampouco corrói
Encantada ao som do forró
Que tocou a sanfona, a zabumba e nos dois
Que dançavam
Desatou em rimas piegas
Um tanto barangas e que aqui a entregam
Contundente, Mestrinho cantou
Que o olhar não mente
Mas contempla com mistério e doçura
E a segura, por segundos - infinitos
O momento que se eternizou
Numa conexão que desarma o medo
Seria da alma se sentir assim?
Gostar ali parece simples
Como inspirar o ar em si
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