eu to bem linda e sorridente no story anterior né, rs. e eu to bem, to feliz comigo de forma geral. mas hj foi esquisito (?). eu fui sair com um cara e quando cheguei ele ja tava bebinho. tinha tudo pra ser um cara legal, mas essa diferença de sobriedade deixou as coisas estranhas. não me senti bem, quis ir embora. mas não quis ir pra casa. pô, sexta! tive uma semana de muito trabalho e tenho muitos motivos pra comemorar e agradecer essa nova fase. vim pra um barzinho/restaurante por perto, fiz amizade com a hostess, mas to aqui comendo sozinha. solidão ou liberdade? ou um pouco dos dois? me pego processando meu término recente. será que fiz certo? será que estou me perdendo e me equivocando em meio a tantas possibilidades? uma parte firme minha tem certeza que se respeita e se ama demais pra agir levianamente. outra parte é idealizadora e fica revivendo os flashes só das partes boas. em meio aos pensamentos me dou conta, eu to aqui, na cidade que eu sempre quis. eu to aqui, sozinha, numa cidade nova, enorme. sozinha. eu e o meu destino nas mãos. longe da minha mãe. longe do que é familiar. estranho, pq o familiar tem me gerado tédio. mas o novo ainda me assusta. agora eu acabei de comer meu sanduíche e ainda não quero ir pra casa. as possibilidades aqui são tantas e eu me sinto apática para escolher agora. posso só ficar parada sentada nesse sofá escrevendo no celular? não sei como as pessoas de fora me veem. mas o moço bêbado do date disse que eu intimido ele. rs. as pessoas não fazem ideia da quantidade de medo que tem aqui dentro. eu só escolho viver apesar dele. mas muitas vezes não é fácil. eu olho nos olhos e abraço as minhas próprias sombras, dói. mas tem outro jeito de viver de verdade? eu não conheço. por isso to aqui sentada sozinha, vivendo a flor da pele a dor e a delícia das minhas escolhas. agora, talvez um pouco mais de dor. mas amanhã, espero que um dia de sol. por ora, aprendendo a contemplar nuvens cinzentas.
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