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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Sinceros versos piegas.

Do seu lado tudo passa
E a terra suporta
O intenso pulsar da aorta
Parece que meus pés tem raiz

Mas, distante desse olhar, o meu desmorona
E o coração também
Por que você não se toca e vem?
Até o violão já tocou

Devo ser perfume paraguaio
Daqueles com problema de fixação
Não consigo guardar a segurança do abraço
Só a lembrança do amasso

Devo ser perfume francês
Que enjoa em menos de um mês
Que fixa e não sai mais
Fresca, em  frasco fino e fraco

Um dia ainda me quebro
Caio no chão e evaporo
Ou te procuro e imploro
Para colar os caquinhos de mim

E quantos elementos ainda caberão
Para dedicar a uma pessoa só?
E quantos sentimentos virão?
Me confundir, me fazer rir...

Com essência de paixão
E fundo de rosas vermelhas
Para um par de cuecas,
Sinceros versos piegas.

Um comentário:

Gugu Keller disse...

Quando verdadeiramente amamos, nunca o declaramos o bastane.
GK